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Texto da Fundação Getúlio Vargas
Ficha do Texto

FICHA DO TEXTO

1. Nível das questões: médio e superior.

2. Finalidade: vestibulares e concursos.

3. Quantidade de questões: nove.

4. Tópicos gramaticais abordados: análise de texto, análise sintática, uso de pronomes, conjugação verbal, emprego dos tempos verbais, concordância, mudança de voz verbal.

5. Assessoria técnico-gramatical: João Batista Gomes (batista@linguativa.com.br)

Leitura

Texto da Fundação Getúlio Vargas

A miséria tem um componente inercial. O problema não foi criado por este ou aquele governo, mas ao longo da história do País, e se avoluma ano a ano. Entre as famílias mais pobres, registra-se hoje uma taxa de natalidade de cinco filhos, maior que a média entre as faixas mais altas da pirâmide social. Perpetua-se assim a pobreza, que cresce num ritmo maior que a capacidade de geração de riqueza e empregos da economia.

O primeiro contingente de miseráveis surgidos no país foram os escravos. Mesmo depois da Abolição, eles continuaram vivendo numa situação de pobreza extrema. Essa herança reflete-se até hoje em estatísticas como as taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil, proporcionalmente maiores na população negra. Nos anos 30, o País começou a dar seus primeiros passos para se tornar mais urbano e industrial. O então presidente Getúlio Vargas promoveu mudanças significativas nas relações trabalhistas, o que certamente beneficiou muita gente, mas foi um desenvolvimento seletivo. Quem tinha emprego e estava nas cidades passou a ter a profissão regulamentada e a ganhar 13o salário, entre outros benefícios. Melhorou de vida. Os que na época estavam fora do mercado de trabalho continuaram na pobreza.

A partir dos anos 50, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o Brasil entrou num processo de industrialização convulsiva, simbolizado pelo slogan "Cinqüenta anos em cinco".

Financiadas pelo Estado, surgiram a malha rodoviária, a indústria automobilística, diversas universidades e as grandes usinas de energia. De 48o PIB mundial na década de 60, o País saltou para a 8a posição, vinte anos depois. O progresso trouxe alguns efeitos colaterais: aumentou as diferenças regionais entre o Sudeste, onde se concentraram os investimentos da indústria, e o Nordeste, que permaneceu atrelado a uma economia rural atrasada sujeita a intempéries como a seca. As faixas mais altas da pirâmide social foram as mais beneficiadas por esse processo de desenvolvimento, que teve seu auge na década de 70. Sua renda cresceu num ritmo mais acentuado que o das camadas pobres. Foi sempre assim. Com uma singela exceção: o período inicial do Plano Real, quando milhões de pobres se beneficiaram do fim do imposto inflacionário e passaram a ter renda mínima para a sobrevivência. (Veja, janeiro/2002, p. 92-93)

Exercícios

01. (FGV) Foi sempre assim (fim do último parágrafo).

Considerando-se o contexto, é correto afirmar que a frase acima

a) analisa os fatos a que o autor se refere no parágrafo anterior;

b) introduz uma ressalva ao conjunto de situações abordadas;

c) indica a causa que desencadeou os fatos anteriores;

d) conclui a argumentação que vem sendo desenvolvida no texto;

e) estabelece a condição necessária para uma solução dos problemas apontados.

02. (FGV) É correto afirmar que, de acordo com o texto,

a) as taxas de natalidade, maiores que as de mortalidade infantil, são índices que confirmam a melhoria das condições de vida da população brasileira;

b) a indústria brasileira, especialmente a automobilística, trouxe bem-estar para toda a população do norte ao sul do País;

c) convém que o Estado evite a ingerência dos órgãos oficiais na economia do País, a qual deve basear-se na propriedade e nas atividades particulares;

d) a faixa mais alta da pirâmide social mantém-se em posição de destaque em razão da média mais elevada de natalidade;

e) a população negra ainda permanece refém de problemas não solucionados, que se originaram na época da escravidão.

03. (FGV) O componente inercial da pobreza (primeira linha) a que se refere o texto diz respeito

a) ao índice de natalidade, que é maior nas camadas sociais mais baixas da população;

b) à ausência de controle da produção industrial, principalmente na região sudeste;

c) ao desinteresse político dos governantes em controlar as taxas de natalidade.

d) ao atraso da economia brasileira, que ainda se fundamenta na atividade rural.

e) aos problemas derivados do clima, especialmente às secas da região nordeste.

04. (FGV) Sua renda cresceu num ritmo mais acentuado que o das camadas pobres.

O pronome grifado na frase acima substitui, no texto,

a) seu auge;

b) o ritmo;

c) o progresso;

d) o período inicial;

e) um processo de desenvolvimento.

05. (FGV) Que tinha emprego...

O mesmo tempo e o mesmo modo da forma verbal grifada acima repetem-se na frase:

a) e se avoluma ano a ano.

b) mas foi um desenvolvimento seletivo.

c) os que estavam fora do mercado de trabalho...

d) o País saltou para a 8a posição.

e) onde se concentraram os investimentos da indústria.

06. (FGV) ... que teve seu auge na década de 70. (último parágrafo)

O emprego da forma verbal grifada na frase acima indica

a) uma ação terminada num tempo passado;

b) uma hipótese a concretizar-se no futuro;

c) a continuidade da ação até o momento presente;

d) a repetição, no presente, de uma ação passada;

e) uma ação realizada dentro de limites de tempo imprecisos.

07. (FGV) A concordância deixa de seguir a norma padrão, na frase:

a) Registram-se, hoje, nas famílias mais pobres, taxas de natalidade maiores que a média brasileira.

b) O número de pobres cresce mais do que as possibilidades de geração de riqueza.

c) As condições de pobreza são perpetuadas, num ciclo vicioso, pois não existem postos de trabalho suficientes.

d) Muitos empregados foram beneficiados com as mudanças nas relações trabalhistas, melhorando as condições de vida.

e) Com isso, cresceu as diferenças regionais entre o Sudeste e o Nordeste, região sujeita a um clima inóspito.

08. (FGV) O problema não foi criado por este ou aquele governo.

Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser

a) criara;

b) criou;

c) criaram-se;

d) tinha criado;

e) era criado.

09. (FGV) Quem tinha emprego passou a ter a profissão regulamentada. Melhorou de vida. Continuaram na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

As três afirmativas encontram-se unidas num só período, com correção e clareza, mantendo o sentido original do texto, em:

a) Enquanto melhorou de vida, quem tinha emprego passou a ter a profissão regulamentada e, em compensação, continuou na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

b) Os que tinham emprego, houve melhora de vida, que passou a ter profissão regulamentada, e continuou na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

c) Porque melhorou de vida, quem tinha emprego e passou a ter a profissão regulamentada, continuaram a pobreza, visto que estavam fora do mercado de trabalho.

d) Quem tinha emprego, passou a ter profissão regulamentada e melhorou de vida, embora tenham continuado na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

e) Em que pese o emprego, melhorou de vida com a profissão regulamentada, o que, em oposição, continuaram na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

Respostas

01. (FGV) Foi sempre assim (fim do último parágrafo).

Considerando-se o contexto, é correto afirmar que a frase acima

a) analisa os fatos a que o autor se refere no parágrafo anterior;

b) introduz uma ressalva ao conjunto de situações abordadas;

c) indica a causa que desencadeou os fatos anteriores;

*d) conclui a argumentação que vem sendo desenvolvida no texto;

e) estabelece a condição necessária para uma solução dos problemas apontados.

02. (FGV) É correto afirmar que, de acordo com o texto,

a) as taxas de natalidade, maiores que as de mortalidade infantil, são índices que confirmam a melhoria das condições de vida da população brasileira;

b) a indústria brasileira, especialmente a automobilística, trouxe bem-estar para toda a população do norte ao sul do País;

c) convém que o Estado evite a ingerência dos órgãos oficiais na economia do País, a qual deve basear-se na propriedade e nas atividades particulares;

d) a faixa mais alta da pirâmide social mantém-se em posição de destaque em razão da média mais elevada de natalidade;

*e) a população negra ainda permanece refém de problemas não solucionados, que se originaram na época da escravidão.

03. (FGV) O componente inercial da pobreza (primeira linha) a que se refere o texto diz respeito

*a) ao índice de natalidade, que é maior nas camadas sociais mais baixas da população;

b) à ausência de controle da produção industrial, principalmente na região sudeste;

c) ao desinteresse político dos governantes em controlar as taxas de natalidade.

d) ao atraso da economia brasileira, que ainda se fundamenta na atividade rural.

e) aos problemas derivados do clima, especialmente às secas da região nordeste.

04. (FGV) Sua renda cresceu num ritmo mais acentuado que o das camadas pobres.

O pronome grifado na frase acima substitui, no texto,

a) seu auge;

*b) o ritmo;

c) o progresso;

d) o período inicial;

e) um processo de desenvolvimento.

05. (FGV) Que tinha emprego...

O mesmo tempo e o mesmo modo da forma verbal grifada acima repetem-se na frase:

a) e se avoluma ano a ano.

b) mas foi um desenvolvimento seletivo.

*c) os que estavam fora do mercado de trabalho...

d) o País saltou para a 8a posição.

e) onde se concentraram os investimentos da indústria.

06. (FGV) ... que teve seu auge na década de 70. (último parágrafo)

O emprego da forma verbal grifada na frase acima indica

*a) uma ação terminada num tempo passado;

b) uma hipótese a concretizar-se no futuro;

c) a continuidade da ação até o momento presente;

d) a repetição, no presente, de uma ação passada;

e) uma ação realizada dentro de limites de tempo imprecisos.

07. (FGV) A concordância deixa de seguir a norma padrão, na frase:

a) Registram-se, hoje, nas famílias mais pobres, taxas de natalidade maiores que a média brasileira.

b) O número de pobres cresce mais do que as possibilidades de geração de riqueza.

c) As condições de pobreza são perpetuadas, num ciclo vicioso, pois não existem postos de trabalho suficientes.

d) Muitos empregados foram beneficiados com as mudanças nas relações trabalhistas, melhorando as condições de vida.

*e) Com isso, cresceu as diferenças regionais entre o Sudeste e o Nordeste, região sujeita a um clima inóspito.

08. (FGV) O problema não foi criado por este ou aquele governo.

Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser

a) criara;

*b) criou;

c) criaram-se;

d) tinha criado;

e) era criado.

09. (FGV) Quem tinha emprego passou a ter a profissão regulamentada. Melhorou de vida. Continuaram na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

As três afirmativas encontram-se unidas num só período, com correção e clareza, mantendo o sentido original do texto, em:

a) Enquanto melhorou de vida, quem tinha emprego passou a ter a profissão regulamentada e, em compensação, continuou na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

b) Os que tinham emprego, houve melhora de vida, que passou a ter profissão regulamentada, e continuou na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

c) Porque melhorou de vida, quem tinha emprego e passou a ter a profissão regulamentada, continuaram a pobreza, visto que estavam fora do mercado de trabalho.

*d) Quem tinha emprego, passou a ter profissão regulamentada e melhorou de vida, embora tenham continuado na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

e) Em que pese o emprego, melhorou de vida com a profissão regulamentada, o que, em oposição, continuaram na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

 
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